
A Cabana: quando a dor encontra sentido e a cura toma forma
Há filmes que a gente não assiste apenas com os olhos. A gente assiste com a memória. Com a ferida, aquela parte interna que, às vezes, segue funcionando no automático,

Há filmes que a gente não assiste apenas com os olhos. A gente assiste com a memória. Com a ferida, aquela parte interna que, às vezes, segue funcionando no automático,

Existem filmes que a gente assiste e pensa: “bonito”. E existem filmes que a gente assiste e sente: “isso poderia ser eu”. A Procura da Felicidade é desse segundo tipo. Porque ele não vende uma fantasia. Pelo contrário: ele encosta a nossa cara na realidade — contas que não fecham, portas que não abrem, cansaço que não passa, e uma responsabilidade que não pede licença. Ainda assim, no meio do caos, o filme faz uma coisa rara: ele mostra que a esperança não é um sentimento fofo. Muitas vezes, ela é uma decisão dura.

Tem filmes que a gente assiste. E tem filmes que a gente carrega. Toy Story é desse segundo tipo. Porque, sim, tem aventura, tem humor, tem aquela trilha que dá vontade de sorrir e chorar ao mesmo tempo.

Algumas histórias atravessam gerações porque não envelhecem. Elas apenas ganham novas camadas conforme nós mudamos. O Rei Leão é uma delas.

A história de Auggie Pullman, um menino que nasce com uma condição facial rara e precisa enfrentar, pela primeira vez, o mundo fora do ambiente protegido da família, parece simples à primeira vista. No entanto, por baixo dessa simplicidade existe algo muito maior: um retrato honesto de como todos nós lidamos com o que é difícil, desconfortável, invisível ou diferente — nos outros e em nós mesmos.